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Na SERPIÁ, é Páscoa a semana toda!
08/04/2008
 Para
celebrar a Páscoa desse ano, a SERPIÁ decidiu fazer uma
semana especial na brinquedoteca. Ao invés de uma só
festa, todos os expedientes foram marcados pela visita do Coelhinho.
“A idéia é trabalhar a Páscoa como um tema
lúdico através das brincadeiras”, explica a
educadora brinquedista Lídia Volpato. A celebração
da Páscoa começou na quinta-feira (2), e foi até a
quarta-feira (8), último dia antes do feriado. Dessa maneira,
todos os expedientes foram contemplados.
“A nossa proposta é criar um espaço de
integração, já que temos pacientes, pais e
educadores novos nesse começo de ano”, afirma
Lídia. “Além disso, tentamos tentar entender
também o que eles entendem por Páscoa”.
“A festa estava bem criativa, deu oportunidade para as
crianças fazerem coisas que não podem fazer em
casa”, conta Rosanda Camargo Araújo, mãe de um
paciente da clínica. Para ela, esses momentos são
importantes no tratamento de seu filho. “Em casa, somos só
adultos. Aqui ele vivencia algo diferente”, afirma.
A importância das festas
A coordenadora sócio-cultural da SERPIÁ Ingrid Cadore
ressalta que, dentro do plano terapêutico da
instituição, as festas têm um papel
importantíssimo. “Entre as diversas funções
de uma festa está a inserção social”,
explica. De acordo com Ingrid, muitos dos pacientes da clínica
têm dificuldades de interagir socialmente, devido ao sofrimento
psíquico, e esse espaço de inserção mediado
por educadores brinquedistas pode trazer muitos avanços
terapêuticos para esses pacientes. “Além disso, as
festas permitem ludicidade e transmissão de afeto. Tudo o que
é feito nesse sentido tem um fim terapêutico”,
afirma.
O resgate do valor das celebrações também é
considerado importante para a equipe da brinquedoteca da SERPIÁ.
“As festas estão muito descaracterizadas, e os pacientes
estão em contato com esse aspecto consumista”, explica
Ingrid. “Esse resgate da ludicidade seria, portanto, é uma
forma de não deixar os pacientes à mercê do
consumo”.
Bolo mordido
Esse resgate da ludicidade e dos valores da Páscoa permeia
muitas das atividades desenvolvidas, como, por exemplo, o bolo do
coelhinho. Com o auxílio de educadores brinquedistas, pais e
educadores sociais, as crianças de alguns expedientes prepararam
um bolo para Coelhinho da Páscoa. "Assim favorecemos uma
experiência onde as crianças, além de receber [os
chocolates], também poderão oferecer algo", conta
Lídia.
Em um dos expedientes, o bolo apareceu mordido. “As
crianças ficaram animadas, dizendo ‘o coelhinho mordeu o
bolo, o coelhinho mordeu o bolo’”, conta a psicóloga
Michele Gonçalves Vidal, voluntária da brinquedoteca.
“Foi um momento bem marcante”.
Além disso, dentro da proposta estava ouvir o que as
crianças queriam para a Páscoa. Portanto, as atividades
seguiram em boa parte os pedidos das crianças. “Não
é a quantidade de ovos de chocolate, mas emoção de
ser co-autora de uma celebração que alegra as
crianças”, explica Ingrid. Um grupo de pacientes,
inclusive, fez um pedido bastante singelo: a mesma festa que tiveram na
Páscoa passada. “Isso prova que a lembrança estava
viva, as crianças quiseram ‘viver de novo’ como
presente de Páscoa”, comenta.
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