Curso de psicanálise e educação recebe boa avaliação dos alunos

27/10/2009
 
A segunda edição do curso de Psicanálise e Educação, realizado entre os dias 31 de agosto e 30 de setembro, pelo Núcleo de Psicanálise e Educação da SERPIÁ, foi um sucesso. Segundo um dos coordenadores, Daniel Brepohl, baseado no retorno dado pelos alunos, o objetivo do curso de transmitir a essência do saber psicanalítico no que ele pode contribuir para a prática educativa foi alcançado. “No último dia do curso estabelecemos um debate com a finalidade de trocar impressões sobre a experiência. Ficamos especialmente satisfeitos e estimulados ao perceber que, apesar da terminologia própria da psicanálise - que reconhecemos ser um tanto densa - o grupo havia apreendido o essencial”, comenta.

Experiência que traz melhorias

Alguns dos fatores que contribuíram para a boa avaliação por parte dos alunos são resultados das mudanças realizadas na programação do curso para essa segunda edição. Brepohl explica que apesar da estrutura do curso permanecer a mesma, houve um sensível aprimoramento e ampliação do conteúdo em relação ao ano anterior, devido à maior experiência e reflexão dos professores, assim como a participação de novos profissionais. “Os ministrantes tinham mais propriedade sobre o conteúdo que transmitiam e os temas estavam mais adequados à realidade dos educadores”, diz.

A psicóloga Rebeca Kovalhuk concorda com o coordenador. Na opinião dela, os temas abordados foram muito pertinentes ao trabalho escolar e os professores demonstraram ter conhecimento sobre a teoria psicanalítica educacional e também sobre a prática clínica/escola. “Vejo este curso como uma ótima iniciativa, pois é difícil encontrar outras instituições que proporcionem essa interlocução da psicanálise com a educação”, argumenta.

Para a psicóloga Priscyla Makiolke, a forma como os ministrantes apresentaram os conteúdos superou as expectativas. “Eles conseguiram sintetizar conteúdos complexos, estavam comprometidos em utilizar recursos diferentes, como filmes, e indicaram muitos livros. Às vezes, essas são coisas que faltam em um curso”, comenta.

O coordenador ressalta que a participação ativa dos alunos nas aulas e debates foi um dos fatores que também contribuíram para o bom andamento das aulas.

Curso ficará na memória

Para o Núcleo de Estudos de Psicanálise e Educação, uma das marcas dessa segunda edição refere-se à participação da pedagoga Elise Haquim como ministrante. “A participação de uma pedagoga possibilitou uma maior identificação dos participantes com aquilo que estava sendo ministrado”, comenta o coordenador.

Já para os alunos, essa marca diz respeito às contribuições que a participação no curso trouxe para suas vidas. A pedagoga Bárbara Bittencourt comenta que assistir às aulas possibilitou a ela ter um novo olhar sobre as áreas profissional e pessoal. “O curso me ajudou bastante na minha prática profissional, durante as aulas pude perceber no que eu poderia melhorar e de que forma poderia contribuir dentro do meu trabalho”, complementa Rebeca.

A oceanógrafa Chayane Telles, que trabalha com educação ambiental, conta que mesmo ficando um pouco perdida nas aulas (pelo fato de sua formação ser em outra área) pôde aprender muito. “Cada uma das experiências que as colegas de turma compartilhavam era um aprendizado. Tenho certeza de que cada uma delas me ajudará muito no meu trabalho com as crianças especiais”, afirma.

O coordenador comenta que outro ponto marcante foi a maior aproximação entre os ‘representantes’ da psicanálise e os da educação e deixa o convite: “já estamos discutindo os preparativos para a próxima edição, que queremos realizar no primeiro semestre do próximo ano”.


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