A segunda edição do curso de Psicanálise e Educação,
realizado entre os dias 31 de agosto e 30 de setembro, pelo Núcleo de Psicanálise
e Educação da SERPIÁ, foi um sucesso. Segundo um dos coordenadores, Daniel
Brepohl, baseado no retorno dado pelos alunos, o objetivo do curso de
transmitir a essência do saber psicanalítico no que ele pode contribuir para a
prática educativa foi alcançado. “No último dia do curso estabelecemos um
debate com a finalidade de trocar impressões sobre a experiência. Ficamos
especialmente satisfeitos e estimulados ao perceber que, apesar da terminologia
própria da psicanálise - que reconhecemos ser um tanto densa - o grupo havia
apreendido o essencial”, comenta.
Experiência que traz melhorias
Alguns dos fatores que contribuíram para a boa avaliação por
parte dos alunos são resultados das
mudanças realizadas na programação do curso
para essa segunda edição. Brepohl explica que apesar da estrutura do curso
permanecer a mesma, houve um sensível aprimoramento e ampliação do conteúdo em
relação ao ano anterior, devido à maior experiência e reflexão dos professores,
assim como a participação de novos profissionais. “Os ministrantes tinham mais
propriedade sobre o conteúdo que transmitiam e os temas estavam mais adequados
à realidade dos educadores”, diz.
A psicóloga Rebeca Kovalhuk concorda com o coordenador. Na
opinião dela, os temas abordados foram muito pertinentes ao trabalho escolar e
os professores demonstraram ter conhecimento sobre a teoria psicanalítica
educacional e também sobre a prática clínica/escola. “Vejo este curso como uma
ótima iniciativa, pois é difícil encontrar outras instituições que proporcionem
essa interlocução da psicanálise com a educação”, argumenta.
Para a psicóloga Priscyla Makiolke, a forma como os
ministrantes apresentaram os conteúdos superou as expectativas. “Eles
conseguiram sintetizar conteúdos complexos, estavam comprometidos em utilizar
recursos diferentes, como filmes, e indicaram muitos livros. Às vezes, essas
são coisas que faltam em um curso”, comenta.
O coordenador ressalta que
a participação ativa dos alunos nas aulas e debates foi
um dos fatores que também contribuíram para o bom
andamento das aulas.
Curso ficará na memória
Para o Núcleo de Estudos de Psicanálise e Educação, uma das
marcas dessa segunda edição refere-se à participação da pedagoga Elise Haquim
como ministrante. “A participação de uma pedagoga possibilitou uma maior
identificação dos participantes com aquilo que estava sendo ministrado”,
comenta o coordenador.
Já para os alunos, essa marca diz respeito às contribuições que
a participação no curso trouxe para suas vidas. A pedagoga Bárbara Bittencourt
comenta que assistir às aulas possibilitou a ela ter um novo olhar sobre as
áreas profissional e pessoal. “O curso me ajudou bastante na minha prática
profissional, durante as aulas pude perceber no que eu poderia melhorar e de
que forma poderia contribuir dentro do meu trabalho”, complementa Rebeca.
A oceanógrafa Chayane Telles, que trabalha com educação ambiental, conta que
mesmo ficando um pouco perdida nas aulas (pelo fato de sua formação ser em
outra área) pôde aprender muito. “Cada uma das experiências que as colegas de
turma compartilhavam era um aprendizado. Tenho certeza de que cada uma delas me
ajudará muito no meu trabalho com as crianças especiais”, afirma.
O coordenador comenta que outro ponto marcante foi a maior
aproximação entre os ‘representantes’ da psicanálise e os da educação e deixa o
convite: “já estamos discutindo os preparativos para a próxima edição, que
queremos realizar no primeiro semestre do próximo ano”.